AS MUDANÇAS NAS HIERARQUIAS EMPRESARIAIS

 

As hierarquias por muito tempo funcionaram da mesma forma nas empresas: uma pequena equipe de liderança no topo e muitos funcionários na sua base. E, no meio dessa pirâmide alguns outros colaboradores (menor que a base, mas maior que o topo).

Mas o mundo mudou e com isso, a valorização dos profissionais criativos e inovadores (além de algumas habilidades técnicas específicas) fizeram com que os gestores e RH’s começassem a repensar essas hierarquias tradicionais. Aos poucos, as empresas vão abrindo mão de uma GESTÃO VERTICAL para hierarquias em que todos possam ter voz e assim, ajudar mais no crescimento dos negócios.

Os modelos hierárquicos definem o modelo de gestão das empresas, o que é fundamental para quem quer adotar as melhores práticas de administração. Por isso, é importante conhecer esses modelos e compreender em qual momento sua empresa está e, se é possível ou não, fazer mudanças nesses MODELOS HIERÁRQUICOS para uma melhor gestão do seu negócio.

 

CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS

 

            Segundo a Estrutura das Organizações ( Eduardo Vasconcellos e James E. Hemsley, 2002- https://www.estantevirtual.com.br/livros/eduardo-vasconcellos/estrutura-das-organizacoes/1492804926) o tipo de gestão será definido a partir da maneira como a empresa funciona e suas lideranças acontecem e, para isso, ela precisa ser definida baseada nos seguintes fatores:

  • Distribuição da autoridade de cada área e os responsáveis;
  • Definição específica das atribuições de cada colaborador;
  • O formato de comunicação interna;
  • Grau de formalização da empresa;
  • Grau de especialização;
  • Formas existentes de departamentalização.

 

AS HIERARQUIAS TRADICIONAIS: MODELO VERTICAL DE GESTÃO

 

Este tipo de hierarquia corresponde ao modelo tradicional de gestão e, no passado era um modelo utilizado por praticamente todas as empresas. Por haver sistemas produtivos simples, não havia tantos concorrentes como hoje e, mudanças e inovações em processos e produtos não ocorriam com a rapidez que ocorre hoje na maioria dos setores.

Mas, ela ainda funciona em algumas empresas que mantém uma estrutura clássica de organização hierárquica com uma alta cadeia de comando e organograma fixo. Ou seja, elas funcionam no modelo de liderança “de cima para baixo” em quem a liderança se encontra sempre no topo do organograma (e poucas pessoas se encontram nesta parte da estrutura), formando abaixo uma sequência de setores subordinados a ele até a sua base.

 

Esse modelo funciona baseado em uma série de cargos correspondentes um ao outro no qual, o funcionário A1 responde ao seu superior (Coordenador A) que responde ao CEO da empresa. Neste modelo, cargos, funções, metas, à quem você responde e salários, são muito bem definidos e pouco moldáveis. Além disso, os gestores são os grandes detentores e controlados de toda a estratégia da empresa.

Neste contexto, as vantagens deste modelo de hierarquia é a clareza na sua estrutura ( o que pode ajudar os colabores internos à saber quem buscar em cada momento),na compreensão mais efetiva do papel de cada um e, quais os caminhos podem ser percorrido por cada colaborador para o crescimento da sua carreira na empresa. Além disso, há uma maior facilidade na delegação de tarefas ao colaborador e um controle maior das áreas. Mais ainda, a centralização da gestão pode agilizar alguns processos e tomadas de decisões.

Já a grande desvantagem deste modelo é que por ser mais fixo, muitas vezes ele pode atrapalhar o crescimento dos negócios no mundo inovador e competitivo atual, uma vez que não consegue mudar na mesma mudança que o mundo externo está mudando. Outra desvantagem é que ele pode ser desmotivador para as gerações mais novas que querem crescer e percorrer diferentes caminhos dentro das empresas. Por fim, com o agrupamento das funções, os colaboradores podem acabar por desenvolver visões mais simplistas tendo dificuldade em construir coisas novas e, poder agregar seus conhecimentos em outra equipe da empresa.

 

 

UMA NOVA PERSPECTIVA: MODELO DE GESTÃO HORIZONTAL

 

Uma gestão que dá mais autonomia e voz aos colaboradores, esse conceito é inovador e acompanha as mudanças do mercado de consumo e tecnologia, propondo um modelo de negócio menos hierárquico, centrado mais nas pessoas e suas competências e em como fazê-las serem mais efetivas nos processos.

Conhecida também como “gestão por processos”, ela vem para quebrar os paradigmas de autoridade, trazendo para as empresas um modelo de gestão que obtenha resultados mais rápidos, maior mobilidade e inovação frente às novas oportunidades e ameaças de um mercado em constante mudança.

SAI ENTÃO AS RELAÇÕES DE PODER E ENTRAM A AUTONOMIA, DIVISÃO DE RESPONSABILIDADES E A LIDERANÇA. Esses são os grandes paradigmas que esse modelo de gestão quebra.

Suas maiores vantagens são a inclusão de várias pessoas de diferentes áreas e conhecimentos nas tomadas de decisões; organizações de trabalho mais multidisciplinar em que todos aprendem um com o outro; maior proximidade com o consumidor final e suas necessidades. Com isso, há uma agilidade no trabalho, aumento na capacidade de soluções mais inovadoras, pessoas mais ENGAJADAS E MOTIVADAS e, como consequência fim, a entrega de um serviço/produto diferenciado ao mercado consumidor.

            Já a maior desvantagem deste modelo é sua dificuldade de implantação e manutenção. É necessário ROMPER O MINDSET de muitas gestões e colaboradores, o que pode dificultar o tempo de implantação dele exigindo primeiro, uma mudança em toda cultura organizacional (o que não é nada fácil). E, vale ressaltar que ao fazer essa mudança de cultura, a empresa pode perder bons colaboradores que não conseguiram se adequar a esse novo modelo de negócio.

 

              

  É importante ressaltar que nesta gestão, as hierarquias continuam existindo e a alta gerencia continua sendo importante. A diferença é que os colaboradores ganham mais espaço e entrada com essa gestão de forma mais leve e menos formal.

 

Cada empresa precisa definir seu modelo de gestão baseado no seu mercado, nas demandas dos seus clientes e, principalmente, nas estratégias de futuro do negócio. Portanto, não existe um modelo exato de gestão, mas sim, dentro dos modelos existentes, o que cada um pode ser vantajoso ao meu modelo de negócio. Fato é, que o sistema “comando e controle” está cada vez mais frágil e modelos de gestão engessados estão perdendo espaço para modelos que dão MAIS AUTONOMIA E VOZ AOS COLABORADORES. Portanto, as empresas precisam conhecer os outros vários modelos de gestão e incorporá-los da maneira que mais fizer sentido ao seu negócio.

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